Cogito nossos codinomes, aqueles tão prosaicos, perdidos que inventávamos quando a fome era muita e o peito era pouco. Essas linhas tão minuciosas que tento preencher, essa minha falta de compostura enquanto o relógio fica num bate-rebate-que-bate, pensando em ti; a garoa não passa e deixará meu amor passar? Não dá, não têm. Falta-nos vocabulário para que possamos nos vender ao tempo; crio novos nomes, novas vidas, novos amores com estas cores, dedilhadas no céu agridoce de meus pés, porém pergunto-me: e as perucas de disfarce, meu bem? Fome de ti, vontade de ti, que já nem me importo mais se for descoberta, desde que mantenha o amor – principalmente o amor – e as perucas. Azude e Ragazza Rossa